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A volta do Carlos Renaux

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Carlos Renaux
Foto: FCF

Doze anos após abandonar o futebol profissional e passar o ano do seu centenário longe dos grandes campeonatos do estado, o Clube Atlético Carlos Renaux está de volta ao futebol profissional de Santa Catarina.

Em visita a sede da FCF, o Presidente Renato Petruschki e sua comitiva confirmaram a volta do clubes às competições profissionais do estado, a estreia deve ocorrer no Campeonato Catarinense 2018 – Série C. O clube já realiza trabalhos nas categorias de base, atualmente atende 280 crianças e adolescentes dos 5 aos 17 anos.

Em 2013 o clube completou 100 anos de fundação, a data foi comemorada com um amistoso entre CA Carlos Renaux x Seleção Brasileira Sub-20, a partida foi vencida pela seleção canarinho pelo placar de 2 a 1. Com a volta ao futebol profissional o Carlos Renaux volta a ser o clube mais antigo em atividade no estado, até então o posto era ocupado pelo Hercílio Luz que completa 100 anos em 2018.

NOVO NOME, ANOS DE GLÓRIA, FUSÃO COM O RIVAL E DISPUTAS JUDICIAIS

Fundado em 1913, o CA Carlos Renaux iniciou suas atividades como Sport Club Brusquense. Disputou o Campeonato Catarinense pela primeira vez em 1929 pela Zona Blumenau/Brusque. Em 1944, por conta do decreto federal assinado pelo então ditador, Getúlio Vargas, o Brusquense se viu obrigado a mudar de nome e se transformou em Clube Atlético Carlos Renaux. O novo nome foi escolhido para homenagear Cônsul Carlos Renaux, politico local e fundador da primeira industria têxtil de Santa Catarina.

Em 1950 ergueu seu primeiro troféu de Campeão Catarinense, os dois jogos finais foram disputados contra o Figueirense apenas no ano de 1951, o Vovô venceu as duas partidas por 1 a 0. Em 1953 veio o segundo e último título, com vitórias por 4 a 3 em Brusque e 3 a 2 em Joinville, o Carlos Renaux bateu o América. Ainda na década de 50 foi vice-campeão em três oportunidades: 1952, 1957 e 1958.

Entre as décadas de 70 e 80 Santa Catarina viveu uma onde fusões, mudanças de nome e criação de novos clubes, a grande maioria com nomes associados as cidades que pertenciam. Em Chapecó nasceu a Chapecoense, em Joinville América e Caxias uniram forças e criaram o Joinville, em Criciúma o Comerciário virou Criciúma. Em Brusque não foi diferente, os dois grandes rivais, Carlos Renaux e Paysandu se juntaram para a criação do Brusque Futebol Clube.

Mesmo após a fusão os dois clubes não deixaram de existir, e na segunda metade da década de 90 começaram os esforços para a volta do clube. Em 1997, Carlos Renaux e Paysandu entraram na justiça pedindo a dissolução da fusão e a retomada dos estádios. Apenas em 2003, após anos de brigas judiciais com o Brusque, Carlos Renaux e Paysandu puderam reaver seus estádios, Augusto Bauer e Cônsul Carlos Renaux, respectivamente.

Em 2004 e 2005 o Carlos Renaux voltou ao futebol profissional disputando o Campeonato Catarinense B1. Em 2006 após uma parceria mal sucedida com um empresário português acumulou dividas e mais uma vez se afastou do futebol profissional.

 

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